Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

BEIJING, BEIJING, E ADEUS!

Neste post faremos uma retrospectiva imparcial da mais recente edição do maior evento olímpico do mundo: as Olimpíadas. Hoje, dois dias após o término, tivemos tempo de analisar e rever os replays de tudo o que aconteceu:

Após o fim do evento, o quadro geral e oficial de medalhas ficou assim:




1 - A atuação do Brasil:
O Brasil em 2008 levou a maior delegação da história, mas não conseguiu superar seu número de medalhas de ouro e nem a posição no ranking de Atenas, em 2004. Conclusão: ficamos mais desqualificados e em maior número.


Terra bronzeada, em tantas mil és tu Brasil.

O que não mudou:
- A atuação da ginástica. Foi novamente tombo dentro e fora do tablado.
O futebol olímpico foi a mesma coisa de sempre: só nos enche de esperança... E medalhas de ouro que é bom, nada. As mulheres, merecidamente, se deram melhor do que os pagodeiros montados na grana.
- O Galvão, que no começo das Olimpíadas vibra e acha que temos chance de levar ouro em todos os esportes.

O que mudou:
O número de atletas aumentou e pulamos da 16ª para a 23ª posição no ranking olímpico.
O metal: em Atenas tivemos o festival do ouro, já em Pequim a pilha de bronze. Em Londres provavemente haverá chuva de prata. 
- O vôlei de quadra masculino: foi o exemplo de cavalheirismo das Olimpíadas e cedeu o ouro às meninas.
- O hipismo: Nossos cavalos se entorpeceram geral com uma pomadinha mágica e os que não foram barrados no doping, empacaram. Não ganhamos nada.
- Robert Scheidt, nosso maior medalhista, se aventurou e mudou de categoria na vela. Infelizmente seus adversáros não fizeram o mesmo, e o jovem deixou de trazer o ouro.
- A natação: César Cielo nadou, nadou e não morreu na praia, garantindo o primeiro ouro da história da natação.
- O vôlei de praia não nadou e morreu ali mesmo. Desta vez o Brasil ficou sem medalha de ouro no esporte mais brasileiro do mundo.
- O Galvão, que no  fim das Olimpíadas já não tinha fé alguma na delegação, cansado, comentava repetidamente sobre a mente fraca de nossos atletas. 


2 - A atuação da China:
O País sede, criticado por seu regime comunista e anti-democrático por todas as nações também não democráticasnunca ganhou tanta medalha na história, especialmente de ouro.



O que não mudou:
- Olhos: os atletas continuam de olhos puxados.
- Democracia: o pessoal de fora estranha as regrinhas da parte interior da muralha. Mas pros chinésios continua tudo certo.

O que mudou:
- Disciplina: o treinamento intensivo seguido de ameaça de morte e investimento em esportes que os norte-americanos não manjam, deu muito certo. Os chinocos nunca subiram tanto no pódio. São, agora, recordistas na conquista do ouro com 51 medalhas.

3 - A atuação dos Estados Unidos:
Decepcionante.
Das 25 edições olímpicas realizadas, os Estados Unidos levaram 15 títulos, incluindo os três últimos. Os yankees só perdiam de vez em quando para a extinta União Soviética. Em Pequim terminaram em segundo, mas com uma diferença de 15 medalhas da líder.



O que não mudou:
- Arrogância
- Natação: os norte-americanos sempre dominaram as piscinas. Micheal Phelps, com 8 medalhas de ouro, se fosse um país ficaria em 10º no quadro de medalhas.

O que mudou:
- O quadro de medalhas: o povo estadunidense sempre foi metido a ter sistema próprio pra tudo: medir velocidade em milhas, distância em jardas, temperatura em Fahrenheit, ver TV em NTSC, etc.
O que mudou desta vez é que imprensa local inventou um novo jeito de listar o ranking olímpico. Para o espírito nacionalista do american way of life não ficar abalado, a notícia que rolou é que o país ficou na primeira posição no quadro de medalhas e pronto. E quem garante é a CNN:


Para os estadunidenses os Estados Unidos ficou em primeiro e não tem papo.
Critério: total de medalhas. Qualquer medalha.


4 - A atuação de Cuba:
Foi só Fidel abandonar o poder da Ilha que virou festa. Os atletas relexaram geral e não querem mais defender uma bandeira de um país governado pelo irmão do ditador. Enquanto na China o poder extremo do Estado resultou em medalhas, em Cuba a falta de ameaças resultou em apenas duas medalhas de ouro.



O que não mudou:
- Tudo mudou, rapaz. Fidel saiu e tudo mudou.

O que mudou:
- O espírito olímpico: um cubano doido, praticante de Taekwondo, cansado de competir arrumou um modo rápido de se aposentar: chutar o juíz. O rapaz foi banido do esporte
- A inveja alheia: já não existe. Cuba sempre foi referência de superação e raça no esporte, o que servia de exemplo para os demais países subdesenvolvidos. Isso acabou quando o Brasil os superou com um ouro a mais.

Beijing, Beijing e adeus.

Escrito por Perry em 18:05:07 | Link permanente | Comments (2) |

BEIJING, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 7 - THE GOLDEN POST 2

Enquanto a campanha do Brasil no futebol olímpico durou mais de 540 minutos para levar o bronze e o nosso vôlei morreu na praia com a prata, a saltadora Maurren Maggi exigiu menos de 10 segundos da nossa atenção. Passou a régua de 7,04m em sua atuação olímpica e ganhou a medalha mais esnobada pelos brasileiros e pela filhinha da própria saltadora (que preferia a prata).

Quem acompanhou um pouco do histórico da Maggi, sabe que não foi sopa ganhar este ouro. Suspensa de competições por "doping" (uso de pomada com substância ilegal), Maggi estava apenas amaciando a carne e neste ano provou que a vingança é um prato que se come quente.

 
Sustância é a receita do sucesso

Escrito por Perry em 12:33:14 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

BEIJING, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 5 - A COISA TÁ RUSSA

Uma das mais belas cenas olímpicas da história foi exibida ontem ao vivo para o mundo inteiro. A russa Yelena Isinbayeva quebrou o recorde mundial de sua categoria, o salto com vara, e garantiu o ouro olímpico pela segunda vez consecutiva. Foi tanta beleza, tanta alegria, tanta harmonia, que o Perry's Land não poderia deixar de cobrir o momento (e só o momento mesmo...). No meio de tanta formosidade histórica a atleta vibrou, pegou a bandeira russa e fez uma declaração categórica para a câmera. Foi mais ou menos assim:

Nós do Perry's Land dominamos qualquer idioma do mundo, mas como a língua russa possui muitos dialetos, cada um da equipe chegou a uma conclusão diferente e ficou a dúvida: afinal de contas, que raios disse a atleta? Vote na enquete abaixo e/ou envie traduções melhores clicando em comments. Votos válidos até sexta-feira, dia 22. Participe.
O que a bicampeã olímpica no salto com vara, a russa Yelena Isinbayeva, declarou para o mundo logo após quebrar o recorde mundial na categoria?
Aê brasileirovsk: essa tua vara é da boa mesmo!
Na Sibéria não tem nada disso!
Atenção meninos e meninas: sou bi!
Não jogo futebol, mas bato um bolão!
Yelena Isinbayeva tem 13 letras! Peraí, não tem não. Tem 16!
É assim que se entra na Geórgia!
Até o tetra, em Palhoça 2016!
Vodka Vladivostok te dá aaaaasaaas.
Acesse http://perrysland.blog.com e ganhe medalhas!
Votar
resultado parcial...

Escrito por Perry em 01:03:17 | Link permanente | Comments (2) |

Sábado, 16 de Agosto de 2008

BEIIJNG, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 4 - THE GOLDEN POST

Sabe aquele engraçadinho que sempre gosta de aprontar e quebrar o protocolo? Aquele que na foto de família faz chifrinho no primo, aquele que num aniversário canta o parabéns com atraso e mais alto que os outros. Enfim: a ovelha negra da família. Foi assim hoje com a delegação brasileira em Beijing:



A Ovelha negra virou nosso cordeiro de ouro. Agora o Cielo é o limite


Até a conquista da liga metáliga dourada estávamos apenas com 4 medalhas de bronze, logo atrás da Armênia.
Foram necessários oito dias para um atleta brasileiro quebrar a teoria do terceiro (post abaixo), e agora já nadamos para a vigésima terceira posição:


Te cuida, Mongólia


Então a coisa toda (pelo menos até a publicação deste post) ficou assim:

 


E que apareçam outros traidores do movimento.
Escrito por Perry em 03:34:52 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

BEIJING, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 3 - ULTRAJE OLÍMPICO

Dizem que o final da Idade do Bronze se deu entre 1300-700 a.C. Pura lorota. Pelo menos para os atletas brasileiros, ainda não inventaram nada melhor e mais desejado até o momento.

Um repórter de uma TV chegou a declarar no quarto dia de competição que "o Brasil está bem melhor nesta Olimpíada do que na edição passada. Em Atenas 2004, nesta altura, estávamos com 2 medalhas de bronze. Este ano em Pequim, no mesmo período, já temos 3".

Fomos conferir o quadro de medalhas de hoje, 14 de agosto, sétimo dia de competição:


Um recorde Olímpico. Anotem para a posteridade


A palavra bronze é a mais citada em veículos que destacam a participação do nosso país nas Olimpíadas:


Alguns atletas cumprem o objetivo, mas para outros a medalha de bronze escapa


Oh Yes! Nós temos o bronze. De vez em quando tem até atleta que tropeça e leva a prata. Raramente temos um engraçadinho que não segue as regras e envergonha o país exibindo o metal dourado


Pensando nessa teoria do terceiro lugar, sugerimos duas opções ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Primeira:
Fazer do bronze a medalha maior, escolhendo dois materiais menos nobres para a confecção das demais medalhas. Ex: alumínio e plástico. Assim nosso país teria uma moral absurda.

Segunda:
Vestir a carapuça de uma vez e substituir o nosso Hino Nacional pela música Terceiro, da banda Ultraje a Rigor.

Novo Hino da Nação Olímpica:

Ultraje a Rigor - Terceiro

Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)

Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta

Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)

Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador

Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!


 
Clicando na imagem, o clip de Terceiro abrirá em uma nova janela. Aí é só curtir o som e acompanhar a letra aqui. Cante direitinho ou ganharás da vizinhança um vaso de bronze (na cabeça).


Post graças ao conselheiro André Seben.
Escrito por Perry em 11:14:02 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

BEIJING, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 2

Num futuro próximo:


Michael Phelps - O maior recordista em medalhas de ouro da história do ouro.
Escrito por Perry em 11:55:31 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

BEIJING, BEIJING, TCHAU, TCHAU - 1

Para quem acessou, sabe que a semana deste Blog foi tão agitada quanto ao post anterior, que falava sobre os jornais da capital.

Para voltar com tudo, vamos entrar arrepiando no assunto do momento: as Olímpíadas 2008, em Pequim.
Não adianta falar em outra coisa durante este mês, ninguém vai dar muita bola.

Para os leitores que não garantiram passagem e muito menos ingressos para torcerem pelo Brasil na China, lançamos a série: Perry's Land -  Beijing, Beijing, Tchau, Tchau.

Agora é só torcer para que o maior evento esportivo do mundo nos inspire e que possamos quebrar recordes de inverdades.



O primeiro de dia (que na verdade nem é o primeiro dia) das disputas é sempre marcado pela beleza da cerimônia de abertura. É uma festa, um festival de pirotecnia tecnológica e é claro que na China se alguma coisa der errado, alguém vai pagar por isso (certamente a família do infeliz). Um dos momentos mais alegres da abertura é o desfile das delegações.

Só aqui no Perry's Land você confere as fotos oficiais de algumas delegações que a imprensa não deu bola.


BARBADOS:

Barbados
é o país mais oriental das Caraíbas (Caribe), situado no Oceano Atlântico, a leste de Santa Lúcia e de São Vicente e Granadinas, na área conhecida como Índias Ocidentais. Sua capital é Bridgetown.





ILHAS MARSHALL:


As Ilhas Marshall são um país da Micronésia, cujos vizinhos mais próximos são Kiribati, ao sul, os Estados Federados da Micronésia, ao oeste, e a ilha Wake, pertencente aos Estados Unidos da América, ao norte. Capital: Majuro.





ARMÊNIA:

A Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro) (em arménio Հայաստան, transl. Hayastan, ou Հայք, Hayq), denominada oficialmente de República da Arménia, é um país localizado numa região montanhosa na Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do Cáucaso. Capital: Erevan





ANTÍGUA E BARBUDA:

Antígua e Barbuda (mais raramente Antiga e Barbuda) é uma nação das Caraíbas, constituída pelas ilhas de Antígua (280 km²), Barbuda (161 km²) e Redonda (1,5 km²). Os vizinhos mais próximos são Guadalupe (a sul) e dependências (a noroeste), Montserrat a sudoeste, e São Cristóvão e Nevis a oeste. A capital é Saint John's.





ÍNDIA:

A Índia (em hindi भारत, transl. Bharat; em inglês India), é um país federal asiático que ocupa a maior parte do subcontinente indiano e ainda as ilhas Laquedivas e Andamão e Nicobar. Limita ao norte com a República Popular da China, o Nepal e o Butão, ao leste com Mianmar, ao sul e a leste com o Bangladesh e a Baía de Bengala, ao sul com o Estreito de Palk, defronte a ilha do Ceilão (Sri Lanka), com o oceano Índico e o mar das Laquedivas, ao oeste com o mar Arábico e ao oeste e norte com o Paquistão. Sua capital é Nova Délhi.





ILHAS MAURÍCIO:

A Maurícia (português europeu) ou Maurício (português brasileiro) , também chamada de ilhas Maurícias ou ilhas Maurício, é um país do oceano Índico, constituído pelas ilhas Mascarenhas orientais (ilha Maurícia e Rodrigues) e por dois arquipélagos de ilhotas mais a norte: as ilhas Cargados Carajos e Agalega.



Parece que lá em Pequim a Antígua quis catequizar a Índia. Quando a Barbuda soube, quis fazer parte de Barbados, estes ameaçaram não comprar mais produtos das Ilhas Marshall. Quando chegou nos ouvidos da Armênia, ameaçou colocar tudo na chón. E no fim as Ilhas Maurício quiseram: atuar numa novela sobre o tema, fazer uma reportagem, um gibi sobre essa história e administrar e dar um toque holandês no que sobrou.

Fim.

Escrito por Perry em 12:48:42 | Link permanente | Comments (2) |