BEIJING, BEIJING, E ADEUS!


1 - A atuação do Brasil:
O Brasil em 2008 levou a maior delegação da história, mas não conseguiu superar seu número de medalhas de ouro e nem a posição no ranking de Atenas, em 2004. Conclusão: ficamos mais desqualificados e em maior número.

Terra bronzeada, em tantas mil és tu Brasil.
O que não mudou:
- A atuação da ginástica. Foi novamente tombo dentro e fora do tablado.
- O futebol olímpico foi a mesma coisa de sempre: só nos enche de esperança... E medalhas de ouro que é bom, nada. As mulheres, merecidamente, se deram melhor do que os pagodeiros montados na grana.
- O Galvão, que no começo das Olimpíadas vibra e acha que temos chance de levar ouro em todos os esportes.
O que mudou:
- O número de atletas aumentou e pulamos da 16ª para a 23ª posição no ranking olímpico.
- O metal: em Atenas tivemos o festival do ouro, já em Pequim a pilha de bronze. Em Londres provavemente haverá chuva de prata.
- O vôlei de quadra masculino: foi o exemplo de cavalheirismo das Olimpíadas e cedeu o ouro às meninas.
- O hipismo: Nossos cavalos se entorpeceram geral com uma pomadinha mágica e os que não foram barrados no doping, empacaram. Não ganhamos nada.
- Robert Scheidt, nosso maior medalhista, se aventurou e mudou de categoria na vela. Infelizmente seus adversáros não fizeram o mesmo, e o jovem deixou de trazer o ouro.
- A natação: César Cielo nadou, nadou e não morreu na praia, garantindo o primeiro ouro da história da natação.
- O vôlei de praia não nadou e morreu ali mesmo. Desta vez o Brasil ficou sem medalha de ouro no esporte mais brasileiro do mundo.
- O Galvão, que no fim das Olimpíadas já não tinha fé alguma na delegação, cansado, comentava repetidamente sobre a mente fraca de nossos atletas.
2 - A atuação da China:
O País sede, criticado por seu regime comunista e anti-democrático por todas as nações também não democráticas, nunca ganhou tanta medalha na história, especialmente de ouro.

O que não mudou:
- Olhos: os atletas continuam de olhos puxados.
- Democracia: o pessoal de fora estranha as regrinhas da parte interior da muralha. Mas pros chinésios continua tudo certo.
O que mudou:
- Disciplina: o treinamento intensivo seguido de ameaça de morte e investimento em esportes que os norte-americanos não manjam, deu muito certo. Os chinocos nunca subiram tanto no pódio. São, agora, recordistas na conquista do ouro com 51 medalhas.
3 - A atuação dos Estados Unidos:
Decepcionante. Das 25 edições olímpicas realizadas, os Estados Unidos levaram 15 títulos, incluindo os três últimos. Os yankees só perdiam de vez em quando para a extinta União Soviética. Em Pequim terminaram em segundo, mas com uma diferença de 15 medalhas da líder.

O que não mudou:
- Arrogância
- Natação: os norte-americanos sempre dominaram as piscinas. Micheal Phelps, com 8 medalhas de ouro, se fosse um país ficaria em 10º no quadro de medalhas.
O que mudou:
- O quadro de medalhas: o povo estadunidense sempre foi metido a ter sistema próprio pra tudo: medir velocidade em milhas, distância em jardas, temperatura em Fahrenheit, ver TV em NTSC, etc.
O que mudou desta vez é que imprensa local inventou um novo jeito de listar o ranking olímpico. Para o espírito nacionalista do american way of life não ficar abalado, a notícia que rolou é que o país ficou na primeira posição no quadro de medalhas e pronto. E quem garante é a CNN:

Para os estadunidenses os Estados Unidos ficou em primeiro e não tem papo.
Critério: total de medalhas. Qualquer medalha.
4 - A atuação de Cuba:
Foi só Fidel abandonar o poder da Ilha que virou festa. Os atletas relexaram geral e não querem mais defender uma bandeira de um país governado pelo irmão do ditador. Enquanto na China o poder extremo do Estado resultou em medalhas, em Cuba a falta de ameaças resultou em apenas duas medalhas de ouro.

O que não mudou:
- Tudo mudou, rapaz. Fidel saiu e tudo mudou.
O que mudou:
- O espírito olímpico: um cubano doido, praticante de Taekwondo, cansado de competir arrumou um modo rápido de se aposentar: chutar o juíz. O rapaz foi banido do esporte
- A inveja alheia: já não existe. Cuba sempre foi referência de superação e raça no esporte, o que servia de exemplo para os demais países subdesenvolvidos. Isso acabou quando o Brasil os superou com um ouro a mais.
Beijing, Beijing e adeus.























